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Edmílson, durante treino do Brasil / CBF

Como parte de iniciativa da CBF de aproximar jogadores consagrados do elenco atual da Seleção Brasileira, José Edmílson está atuando como assistente de Dunga na preparação para os amistosos desta semana, contra Costa Rica (em Nova Jersey) e Estados Unidos (Boston). O ex-zagueiro, que atuou no FC Barcelona entre 2004 e 2008 - ganhando a Champions League de Paris em 2006 - e foi campeão do mundo com a camisa verde-amarela na Copa da Coreia e do Japão, em 2002, nos concedeu entrevista.

Que contribuição você pode dar como assistente de Dunga?
Bom, a verdade é que a gente se surpreende quando olha para trás e vê que já tem 'uma certa idade' [risos] .... o futebol é e foi a mina vida, e após uma carreira professional de quase 20 anos, acho que posso passar a experiência de alguém que viveu diversas situações, tanto em campo como no vestiário, tentar que certos 'erros' sejam corrigidos a tempo ou, inclusive, antes de que ocorram. Durante todo este período tive a enorme sorte não apenas de ganhar títulos importantes, como a Copa do Mundo de 2002 com o Brasil ou a Champions League de 2006 com o FC Barcelona, mas também de aprender a extrair o melhor do futebol nos diferentes países onde competi ao longo de minha vida esportiva, como Espanha, França e Brasil.

Como se recuperar da Copa América?
Acho que depois de um mundial duro como o de 2014, em nossa própria casa, e após um papel tão discreto na Copa América de 2015, a Seleção deve tentar lutar para voltar a mostrar sua melhor versão e recuperar a identidade que lhe fez ser pentacampeã do mundo. Conseguir uma mudança a partir da raiz.

Como você avalia Neymar e Rafinha nestes dias?
Estão muito bem; ir à Seleção sempre é uma motivação especial para todos, e ambos vêm de um magnífico ano no FC Barcelona quando, sob o comando de Luis Enrique, continuaram crescendo muito individualmente, além de ganharem outro triplete para a história.

O Rafinha está em sua primeira convocação. Cómo está sendo sua integração?
Muito boa. O grupo da Seleção é um núcleo muito unido e sua integração está sendo muito rápida, acho que ele está muito animado e muito à vontade, duas coisas essenciais para que um objetivo tão importante seja positivo. Desde a temporada passada, Rafinha está vivendo os anos mais importantes e de maior transição de um jogador, que são os de conquistar vagas tanto em sua equipe como na seleção, e ele está centrado e muito motivado para consegui-lo. Este é o caminho.

O que Rafinha pode trazer à Seleção?
Rafinha é um jogador muito completo, com uma grande qualidade técnica; ele dribla e conduz a bola como poucos jogadores. Tem muito a contribuir para a Seleção, conforme continue amadurecendo no jogo, tanto a nível individual como coletivo, e tenho certeza de que se conseguir se manter assim, logo, logo será um jogador muito importante.

E por falar no Barça, como você vê o time de Luis Enrique nesta temporada?
Muito bem. Começou a Liga dando boa impressão e conseguindo bons resultados, e ainda mais em um ano 'especial', dadas as circunstâncias de não poder contar com os novos reforços até janeiro de 2016. Luis Enrique é um bom treinador, com muita personalidade e que demonstrou durante a temporada passada que tem as coisas muito claras e sabe passa-las à equipe. Será bonito ver de novo o Barcelona tentando se superar mais um ano. Acho que se conseguir aguentar o primeiro turno com bons resultados, a possibilidade de contar com jogadores como Arda Turán ou Aleix Vidal a partir de janeiro lhe permitirá enfrentar o segundo turno com muito mais garantias em todas as competições.

Podemos sonhar em repetir os títulos do ano passado?
Um barcelonista sempre deve sonhar em ganhar todo título que se dispute, é parte de nossa identidade, mas o mais importante deve ser sempre apoiar a equipe, e nunca esquecer de tudo o que se conseguiu nestes últimos anos, e especialmente o 'como' se conseguiu. Chegar a um nível tão alto de jogo, resultados e títulos não é nada simples, e deve servir para que percebamos que, quando não for possível – pela razão que for -, o barcelonista deve continuar apoiando e incentivando o time em busca do seguinte objetivo.

Você gostaria de estender seu vínculo com a Seleção?
É uma opção que existe e não descarto, como também não descarto a possibilidade de poder fazer parte algum dia do FC Barcelona, que sempre será minha casa, e que visito sempre que possível com minha família e minha Fundação - em Barcelona, aliás, ainda temos nossa casa. No momento, para mim, o mais importante é contribuir com tudo de melhor à Seleção, e também a nível pessoal, poder aprender o máximo desta magnífica experiência, vivendo o esporte que amo do outro lado.

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