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Xavi e Iniesta, na homenagem ao capitão / MIGUEL RUIZ-FCB

Horas depois de viver, em 3 de junho, a maior emoção de sua carreira, quando familiares, amigos, jogadores – com destaque para o emotivo discurso de Iniesta -, diretores do Barça e admiradores lhe renderam homenagem no Auditório 1899 do Camp Nou, Xavi Hernández concedeu sua última entrevista como culé, à "REVISTA BARÇA". Confira os melhores trechos do bate-papo, separados por tópicos:

Nervosismo

"Eu estava tenso, todo mundo me esperando, e senti muito nervosismo"

"Tinha preparado um texto escrito, porque não queria deixar ninguém de fora, sou muito grato ao Barça e a todos. Estava nervoso... ver a família na primeira fila e os amigos.. puxa! Foram muitas emoções, mas o fato de que Andrés falasse e mencionasse a família também me liberou e tirou a tensão "

"Foi uma despedida como eu sonhei "

"Ver Núria, minha mulher, os meus pais e meus irmãos emocionados é o máximo. Olhava para eles e me emocionava... tentava evitar, mas queria me dirigir a eles... foi impossível não me emocionar".

A permanência por mais um ano

"Imagine só, sair no ano passado, sem euforia barcelonista, sem títulos... "

"imagine só, fazer uma despedida com as pessoas bravas. Agora estão eufóricos, contentes, coincidiu de ganharmos a Liga uma semana antes"

"Foi um roteiro feito sob medida, estou muito contente por ter ficado um ano mais e ter sido convencido por Zubi, Luis e o presidente Bartomeu. Tinha a certeza de que sairia, mas em duas ou três reuniões eles me convenceram".

A nova etapa
"Ter um filho nos faz pensar muito. Começa uma nova etapa na vida, vamos todos ao Catar, a maioria da família e seremos pais no final do ano"

"Ser pai me faz feliz de verdade. O assunto familiar me toca muito e para mim é um pilar vital, o maior que tenho"

"Vou querer transmitir ao meu filho o que eu desfrutei com o Barça"

Os recordes de jogos e títulos pelo Barça

"Sei que talvez Andrés e Leo, que têm um título a menos que eu, me superem já no ano que vem. Mas o mais importante é a felicidade que senti ao jogar no Barça, o clube de minha vida, e que sou um sortudo. Não avalio a carreira pelos títulos, mas valorizo, sobretudo, o que desfrutei com meus companheiros, todas as vivências. "Parto satisfeito e orgulhoso, com a paz interior de ter dado tudo"

A despedida no Camp Nou

"No começo estava tranquilo, mas conforme ia entrando em campo, pensava 'hoje você será mais protagonista do que normalmente'''

''Fizeram uma homenagem brutal. O estádio cantando meu nome, a volta olímpica que dei sozinho, os companheiros me levantando... vi a Núria, meus pais emocionados, me emocionei... foi incrível, insuperável''.

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