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Adriano observa Messi no jogo que marcou sua volta, contra o APOEL / FOTO: MIGUEL RUIZ - FCB

Adriano está muito feliz com sua recuperação. Falando à Catalunya Radio na terça-feira, o lateral-esquerdo do FC Barcelona contou detalhes do período de três meses que esteve longe dos gramados – primeiramente pelas férias, em seguida para se recuperar de alteração no seu ritmo cardíaco, detectada durante exames de rotina na pré-temporada.

"Hoje estou muito bem, com vontade de jogar e ser uma peça importante dentro do que pede o técnico", afirmou o brasileiro, que ainda precisará fazer revisões a cada três meses. "Foi um susto, mas já passou. A primeira pergunta que fiz à médica foi se o problema tinha solução. Afinal, era uma lesão diferente das que eu já tivera".

Má lembrança

Ainda segundo Adriano, a notícia sobre a questão cardíaca trouxe más lembranças do triste episódio de 2007 em que Antonio Puerta, então seu companheiro no Sevilla, faleceu pouco depois de desmaiar em campo por problema cardíaco. "Perguntei se tinha alguma relação com o caso dele, e me disseram que não, que estivesse tranquilo, porque havia solução. E graças a deus já está solucionado, no dia-a-dia me encontro muito melhor. Correu tudo muito bem nas partidas que disputei", explicou o jogador, que voltou aos gramados em 18 de setembro contra o APOEL.

"Só tenho a agradecer a minha mulher, que esteve em todos os momentos e me deu muita força", acrescentou o atleta, grato pelo apoio que recebeu de todos ao seu redor. "Depois tive que explicar a minha família em Brasil, tranquilizá-los. Fiquei seis semanas separado do grupo".

Elogios

Na mesma entrevista, Adriano, teceu elogios aos companheiros de elenco do Barça. "Luis Enrique está conseguindo que façamos coisas que havíamos deixado de fazer", opinou. Para Adriano, a queda de rendimento na última temporada se deveu a diversos elementos, entre os quais o "cansaço" e o fato de o grupo estar "abalado psicologicamente pelo que aconteceu com o Tito".

O lateral também "rasgou seda" para o novo trio ofensivo culé, que em breve poderá ser formado por Neymar Jr., Lionel Messi e Luis Suárez. "Seguramente funcionará. E não só com eles, mas com os outros companheiros de ataque", garantiu, antes de mencionar o compatriota da posição: "estamos vendo o Neymar que todos conhecíamos no Brasil. Ele teve uma lesão importante, mas agora é o Neymar de sempre. Estamos contentes com isso".

Quanto a outro brasileiro azul-grená, o recém-chegado Douglas, Adriano acha que é questão de tempo que esteja totalmente adaptado. "No Brasil os laterais atuam de forma completamente diferente, mais do meio para frente", afirmou. "Então custa um pouco para se adaptar, mas ele com certeza conseguirá".

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