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Sinônimo de gol durante toda sua longa carreira – de quase 25 anos -, Romário de Souza Faria é um dos maiores atacantes da história do FC Barcelona e um dos principais mitos do futebol brasileiro.

Ao longo de sua breve trajetória como culé, que durou apenas um ano e quatro meses, abrigando toda a temporada 1993/1994 e parte da 1994/1995, maravilhou o barcelonismo com a precisão de seus arremates, dribles infernais, personalidade indomável e incríveis 53 gols (39 oficiais) em 84 partidas. Partiu deixando um gosto de “quero mais” que nunca se extinguiu do paladar culé. “É um jogador de desenho animado”, o definiu certa vez Jorge Valdano.

O “Baixinho”, como é conhecido até os dias atuais, em que trabalha como senador pelo Rio de Janeiro, iniciou sua caminhada como profissional em 1985 no Vasco da Gama. Venceu os estaduais cariocas de 1987 e 1988 pela equipe de São Januário antes de se transferir ao PSV Eidhoven onde, entre as temporadas 1988/89 e 1990/1991, seria três vezes campeão e artilheiro da Eredivisie.

A inesquecível etapa culé

Tanto sucesso o traria em julho de 1993 ao Dream Team do FC Barcelona, que então era comandado por Johan Cruyff e contava com craques do porte de Hristo Stoichkov, Michael Laudrup, Ronald Koeman e Pep Guardiola.  Após uma pré-temporada arrasadora de 14 gols, estreou pelo clube oficialmente em 5 de setembro daquele ano, marcando três vezes contra a Real Sociedad no Camp Nou.

A temporada de Romário seria inesquecível: anotou espantosos 30 tentos em 33 partidas – algo que ele prometera fazer -, abocanhando a artilharia da Liga e sendo fundamental para a emocionante conquista do mítico tetracampeonato. Foi nesta edição do certame espanhol, também, que ele deixou a marca pessoal que nenhum torcedor culé consegue esquecer: o hat-trick - um de seus cinco na temporada - e uma assistência nos 5 a 0 contra o Real Madrid no Camp Nou. Entre estes tentos se destaca o que envolveu o drible desconcertante em Rafael Alkorta.

Já então, o folclore em torno das negociações de Romário para ser dispensado de treinos e até jogos despontava na imprensa. Aos mais tarde, em 2010, Cruyff confirmou essa dinâmica em entrevista à revista da ESPN Brasil,. “O trato era assim: a nós nos interessa ganhar, e se você quer três dias de folga, para mim dá na mesma”, explicou o mítico holandês. “O número de gols que você marque, pode tirar o equivalente em dias de folga”.

Brasil novamente

No entanto, Romário queria voltar ao Brasil. E, em janeiro de 1995, com sua segunda temporada pelo Barça em andamento, desembarcou ao Rio de Janeiro, desta vez para atuar no maior rial do Vasco, o Flamengo. A partir de então, continuaria deixando seu rastro goleador por onde passava, mas sem permanecer em um mesmo clube por mais de dois anos seguidos.

Esteve no Valencia, Fluminense, Al Sadd, Miami FC, Adelaide United e até a agremiação do coração de seu pai, o América. Voltou mais tres vezes ao Vasco, sendo campeão brasileiro e da Copa Mercosul em 2000 e ultrapassando a cifra de 1000 gols. É o segundo maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 154 gols, atrás apenas de outro ex-culé, Roberto Dinamite (190). Pelo Vasco, foi o principal goleador do torneio em duas edições, 2000 (20 gols) e 2005 (25).

Um mito na Seleção

Na Seleção Brasileira, Romário constituiu um verbete em letras garrafais. Convocado pela primeira vez para a equipe principal em 1987, foi o principal destaque da Seleção Olímpica medalha de prata nas Olimpíadas de Seul no ano seguinte, e o grande protagonista da conquista da Copa América de 1989, registrando o único gol na final contra o Uruguai.

Uma lesão no tornozelo pouco antes da Copa do Mundo da Itália, em 1990, faria com que sua participação no torneio fosse discreta. No entanto, três anos depois, desempenhou o papel de “salvador da pátria” da Seleção nas eliminatórias para o Mundial dos Estados Unidos. O então treinador Carlos Alberto Parreira, que se recusava a convocá-lo apesar de unânime clamor popular, finalmente o recrutou para o duelo decisivo valendo vaga, novamente diante dos uruguaios. Não deu outra: vitória verde-amarela com dois gols do Baixinho e passaporte carimbado para EUA 1994.

Chegou, enfim, a Copa, e não é exagero dizer que Romário “ganhou sozinho” a quarta taça para o Brasil. Perfeito nas conclusões, o camisa 11 balançou as redes nos tempos normais de cinco das sete partidas, e converteu sua cobrança de pênalti na final contra a Itália, que terminara em 0 a 0. Consagrou-se como o símbolo definitivo daquele título, sendo eleito o melhor jogador do torneio e, posteriormente, melhor do mundo pela FIFA.

Em seguida, sua história pelo time nacional viveria altos e baixos: faturou a Copa América e a Copa das Confederações em 1997, formando dupla com o também ex-culé Ronaldo, mas ficou de fora dos mundiais de 1998 (por lesão) e 2002 (preterido por Luis Felipe Scolari). Continuou, contudo, marcando gols com o manto amarelo e, até a publicação deste texto, era o quarto maior artilheiro da Canarinho em todos os tempos, com 55 tentos em 85 partidas. À sua frente estavam apenas Pelé (95), Ronaldo (67) e Zico (66). Aposentou-se pela Seleção em 2005 e, três anos depois, abandonou o futebol, aos 43 anos.

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